Foram ao Zoo, a Lisboa.
Se há dois meses atrás a contagem dos dias era agradavelmente decrescente, percebi pelos sinais que nesta última semana era desejavelmente crescente.
Queria e não queria. Que bom, o Zoo, os animais, o piquenique! Que mau, um dia inteiro sem a minha mãe!
Acordou animada. O pólo de finalista vestido, pouca fome. Pressa, porque estávamos em cima da hora. Saltitar até ao carro. Ai, que nos esquecemos da garrafinha de água!
E só lá, com o primeiro pé na escada do autocarro: Eu não quero ir.
Forcei, empurrei. Vá, não tens escolha, vai ser muito bom. E acabou por entrar, com a educadora e ainda a limpar as lágrimas nas bochechas durante os cinco ou seis minutos seguintes.
Chegou linda e suja, com pedras e folhas nos bolsos, com vontade de correr para nós, mas com aquela cara de quem não fez nada de tããão especial, nem percebe o motivo de uma recepção tããão animada.
Chorar na escada não foi nada. Eu, na mesma idade, teria chorado o caminho todo!
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