Custa ouvir uma professora de 2º e 3º ciclo dizer que "porque está lá dentro e sabe como é", tem a certeza de que vai inscrever a filha numa escola privada quando for para o 5º ano.
Está lá dentro, da escola pública.
Escola que, segundo a mesma senhora, trabalha para as estatísticas. Onde não se ensina, mas toma-se conta de meninos mal comportados e com cada vez menos conhecimentos.
E mais: "Se quer que a sua filha passe, deixe-a no público. Se quer que aprenda, tem de ir para o privado."
Não é assim, pois não?
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
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14 comentários:
Olá. Leio o teu blog há muito tempo apesar de não costumar comentar. Sou professora do 3º ciclo e do secundário e, infelizmente, digo que é mesmo assim. Há honrosas excepções mas é cada vez mais assim. Não há interesse ministerial em que os alunos aprendam. A única coisa importante são as estatísticas europeias e como as contornar
eu quero acreditar que não é assim...
não pode ser assim em todo o lado, recuso-me a aceitar isso...
mas, verdade verdadinha, em tão pouco tempo foi isso que percebemos que ia acontecer e foi essa a opção que tomámos. :(
Não me conformo.
Bolas. Espero que não.
Sou professora do 3º ciclo e secundário. Às vezes é assim... Depende das turmas, dos meninos e às vezes dos dias. No 1º ciclo (que continuo a achar o mais importante) não sei como é mas tenho muita vontade de deixar a minha filha no colégio onde já está- Eu estudei numa escola privada no 1º ciclo ao contrário das primas que conviviam comigo. Fui a que chegou mais «longe» e com menos precalços (mas também te digo que a que chumbou mais vezes e andou em escolas «piores» tirou uma licenciatura - privada,à custa dela - e outra irmã não..). Há momentos para tudo no ensino, e as personalidades também contam... Boa sorte (sempre!). Bjs, MJ
Para nós, não tem sido!
Não é mesmo assim... Já vai dos professores que "calham na rifa" e claro das crianças: a sua motivação e empenho nos estudos.
Eu acho que depende da escola, dos alunos, dos professores, do meio, dos recursos e (muito mais do que se possa pensar) do PAIS.
Eu andei sempre em escolas públicas e não era assim. Se havia algum defeito era o de trabalhar para as notas dos exames, que nem sempre são sinónimo de uma aprendizagem bem feita.
Querida Mar, eu também fiz todo o percurso escolar em escolas públicas. E não ERA absolutamente nada assim. Muito pelo contrário. Os colégios é que tinham fama de facilitar...
Mas parece que as coisas mudaram.
Subscrevo o que a Mar deixou aí em cima.
Quando os professores percebem que há pais interessados, é mais que meio caminho andado.
Comigo não foi. Andei na escola pública da primária à universidade. A minha filha vai para a escola pública também.
Não acredites, essa professora ou é tola ou incopetente. Há escolas e escolas, e professores e professores. A patanisca já esteve no privado e agora está no público. É excelente aluna. A maior parte do trabalho foi feito pelas professoras que lhe calharam em sorte. Outra parte do trabalho foi feita por nós, em casa. Estamos atentos, espicaçamos a sua curiosidade, somos exigentes e exigimos: à patanisca, à professora e à escola. É assim que se muda a realidade: exigindo. Sobretudo porque não é justo para aqueles que não têm alternativa ao ensino público. Não é justo condenar os meninos pequenos a uma vida "menos boa". Cabe a cada um de nós, pais e educadores, exigir uma educação melhor. É um trabalho de cidadania.
Eu quero acreditar que não é assim. Acho que não se pode generalizar e também que o sucesso escolar não depende só das escolas e dos professores. Há muito para além disso e é nisso que devemos investir. Eu não me conformo com a ideia de ter de pagar rios de dinheiro por uma coisa que deveria ser gratuita e universal, e com qualidade, para todos.
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